Bitcoin sustenta os US$ 71 mil com trégua no Oriente Médio e olho na inflação e juros dos EUA
O bitcoin (BTC) opera em leve alta nesta terça-feira, buscando manter o patamar dos US$ 71 mil. A sustentação do preço é impulsionada, em parte, pela trégua anunciada no conflito do Oriente Médio, o que alivia a pressão de risco geopolítico sobre os ativos.
Essa dinâmica de mercado reflete a retirada de parte do prêmio de risco que vinha afetando os preços das criptomoedas. A expectativa é que a normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz possa aliviar pressões inflacionárias, abrindo caminho para possíveis cortes de juros nos Estados Unidos.
Um cenário de juros mais baixos tende a favorecer ativos de risco, como as criptomoedas, impulsionando o interesse de investidores. Conforme informação divulgada pela Wintermute, o movimento atual do bitcoin reflete essa expectativa de melhora no cenário macroeconômico.
Bitcoin e Altcoins em Performance Mista
Por volta das 9h15, o bitcoin era negociado na faixa dos US$ 71 mil, registrando uma valorização de 0,78% nas últimas 24 horas. Apesar do avanço recente, a criptomoeda ainda apresenta uma queda acumulada de cerca de 4% na semana.
Entre as principais altcoins, o desempenho é misto. O ethereum (ETH) recuava 0,27%, cotado a US$ 2.173,22, enquanto a solana (SOL) demonstrava força, avançando 2,22% e negociada a US$ 91,34.
Fatores Geopolíticos e Econômicos Ditando o Ritmo
Analistas apontam que a dinâmica geopolítica no Oriente Médio continuará sendo um fator crucial para os mercados, tanto de cripto quanto de ativos tradicionais. Paralelamente, a inflação e as decisões de juros do Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos permanecem no radar.
Uma eventual normalização do tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, por exemplo, pode mitigar pressões inflacionárias. Isso daria ao Fed mais margem para considerar cortes nas taxas de juros, um cenário historicamente favorável para o mercado de criptomoedas.
Investidores Brasileiros Injetam Milhões em Fundos Cripto
Em um movimento local expressivo, os investidores brasileiros injetaram US$ 1,3 milhão (cerca de R$ 6,8 milhões) em fundos de criptomoedas na última semana. No acumulado de março, a entrada nesses produtos já soma US$ 5,7 milhões (quase R$ 30 milhões).
Esse fluxo de investimento local acompanha a tendência global. Mundialmente, os fundos cripto captaram US$ 230 milhões na última semana e US$ 1,9 bilhão nos últimos 30 dias, demonstrando um forte apetite por ativos digitais.
Brasil se Consolida como Vitrine Cripto Global
O mercado internacional de cripto tem demonstrado crescente atenção ao Brasil. A chegada da Crypto Finance, braço de ativos digitais da Deutsche Börse, ao país neste ano, foi motivada pela demanda direta de clientes, tanto pelo mercado local quanto como porta de entrada para a América Latina.
Segundo o CEO da empresa, Stijn Vander Straeten, o ambiente brasileiro já se destaca entre os mais avançados do setor, tanto em adoção quanto no desenvolvimento de infraestrutura. O país se firma como um polo de inovação e investimento em criptoativos.
Volume Expressivo em Stablecoins no Brasil
Os brasileiros movimentaram cerca de R$ 8,5 bilhões em stablecoins atreladas ao dólar em março. A USDT lidera com folga, respondendo por R$ 7,8 bilhões desse total, seguida pela USDC com R$ 751 milhões negociados no período.
Esses números reforçam a preferência dos investidores locais por ativos dolarizados dentro do universo cripto. Para comparação, o volume negociado de bitcoin (BTC) no mesmo período foi de R$ 3,32 bilhões, evidenciando a força das stablecoins no mercado brasileiro.