Petróleo em Alta Pressiona Bitcoin: Maior Criptomoeda Ruma à Pior Sequência Histórica de Quedas em Março

Bitcoin enfrenta turbulência com alta do petróleo e juros, ameaçando pior mês da história.

O Bitcoin (BTC), a principal criptomoeda do mercado, mostra sinais de fragilidade em março. Apesar de uma leve recuperação nesta segunda-feira (30), o valor do ativo digital permanece abaixo da marca psicológica de US$ 70 mil.

A persistente pressão de alta nos preços do petróleo e o receio de inflação global têm afetado diretamente o Bitcoin. Analistas apontam para um cenário desafiador para ativos de risco, como o BTC, em um contexto de menor liquidez.

Se a tendência de queda se mantiver nos próximos dias, março poderá fechar como o sexto mês consecutivo de desvalorização. Essa sequência inédita, caso confirmada, seria um marco negativo na trajetória histórica do Bitcoin, segundo dados da plataforma CoinGlass.

Impacto do Petróleo e Juros Elevados no Mercado Cripto

A escalada do preço do petróleo Brent, impulsionada por conflitos no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, tem elevado os temores de inflação e de uma possível recessão global. O Brent já registrou uma alta de quase 40% em março, atingindo cerca de US$ 115 o barril.

Essa conjuntura de preços no radar alterou as expectativas sobre os juros nos Estados Unidos. Atualmente, 74,9% dos agentes do mercado, de acordo com a ferramenta FedWatch, acreditam que não haverá cortes na taxa de juros até o final do ano. Essa perspectiva contrasta com as previsões otimistas do final de 2023, quando se cogitavam dois ou até três cortes.

Juros mais altos tendem a desfavorecer ativos de risco como o Bitcoin. Isso ocorre porque títulos públicos americanos, como as treasuries, tornam-se mais atrativos, oferecendo retornos considerados elevados, com os papéis de 10 anos pagando acima de 4% ao ano.

Outras Criptomoedas e Inovações no Setor

Enquanto o Bitcoin navega em águas turbulentas, outras criptomoedas também apresentam variações. BNB (BNB) subiu 0,87%, cotado a US$ 618,47, e Solana (SOL) avançou 1,92%, alcançando US$ 84,11, de acordo com cotações recentes.

A Visa está expandindo sua atuação no universo cripto, liberando para brasileiros a opção de liquidar transações com stablecoins, como informado pelo Portal do Bitcoin. Isso permite que usuários de cartões multimoedas ou cripto realizem compras internacionais diretamente nessas moedas digitais, sem a necessidade de conversão prévia para real ou dólar.

Inovações com Blockchain no Detran-PR e o Papel da Maior Tesouraria Cripto

O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) está conduzindo um projeto piloto inovador: a tokenização de veículos. Aproximadamente 3,4 mil carros foram transformados em tokens na blockchain, vinculados ao número do chassi. Essa iniciativa visa registrar de forma imutável todo o histórico do veículo, incluindo revisões, seguros e quilometragem, com o objetivo de reduzir fraudes e facilitar o acompanhamento ao longo da vida útil do automóvel.

Um ponto de atenção no mercado é a possível pausa nas compras da Strategy, a maior tesouraria de criptomoedas do mundo, que detém 762.099 bitcoins. Historicamente, a Strategy tem sido uma fonte significativa de demanda estrutural por Bitcoin. Uma desaceleração em suas aquisições pode impactar um dos principais motores de alta do mercado.