BTG Pactual assume controle bilionário do Jardim das Perdizes em SP, projeto que vale R$ 5 bilhões, e revoluciona o mercado imobiliário

BTG Pactual se torna controlador do Jardim das Perdizes, um dos maiores projetos imobiliários de São Paulo, em transação bilionária.

O BTG Pactual agora é o novo controlador do Jardim das Perdizes, um dos maiores projetos imobiliários em curso em São Paulo. O banco fechou acordo para ficar com 68,59% da Windsor Investimentos Imobiliários, a SPE responsável pelo empreendimento, passando a deter o controle do bairro planejado localizado na Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista.

A operação envolve a compra de participação da Tecnisa e da Hines, consolidando o comando do projeto nas mãos do BTG. A Tecnisa, por sua vez, permanecerá com uma fatia minoritária, buscando com a transação liquidez e redução de riscos.

Este movimento estratégico do BTG Pactual não apenas reforça sua atuação em ativos imobiliários de grande porte, mas também injeta novo fôlego em um dos empreendimentos residenciais mais ambiciosos da cidade, com Valor Geral de Vendas (VGV) superior a R$ 5 bilhões. Conforme informação divulgada pela coluna Capital, de O Globo, a transação marca uma inflexão relevante para a Tecnisa, que ganha caixa e alivia a pressão financeira.

BTG Pactual consolida 68,59% do Jardim das Perdizes após acordo com Tecnisa e Hines

O acordo entre o BTG Pactual e as empresas envolvidas na gestão do Jardim das Perdizes foi formalizado através da BTGI Quartzo Participações, veículo de investimento do grupo. A estrutura da operação detalhada ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) prevê a aquisição de 68,59% das quotas da Windsor Investimentos Imobiliários.

Essa fatia adquirida pelo BTG é composta por partes negociadas com a Tecnisa e com a Hines, através da Imobiliária 508 do Brasil Projetos Imobiliários, ligada à Rouxinol LLC. Com isso, o BTG Pactual assume o controle efetivo do projeto, enquanto a Tecnisa e a família Meyer Nigri, controladora da incorporadora, mantêm os 31,41% restantes.

Valor da transação e impacto financeiro para as empresas envolvidas

Embora o valor exato pago à Hines não tenha sido divulgado publicamente, a transação anterior com a Tecnisa serve como referência. Em fevereiro, o BTG já havia acertado a compra de 26,09% da SPE por R$ 260,9 milhões, o que avaliava a empresa em cerca de R$ 1 bilhão. A coluna Capital estima que a participação total de 68,59% agora sob controle do BTG foi avaliada em aproximadamente R$ 685,9 milhões.

Para a Tecnisa, a transação representa uma oportunidade de **liquidação de dívidas corporativas**, **redução da concentração de risco** em um único empreendimento e a possibilidade de retomar o crescimento de forma mais sustentável. O movimento visa destravar o potencial do Jardim das Perdizes, que enfrentou desafios recentes, como a necessidade de adquirir Cepacs (certificados necessários para novas construções) por cerca de R$ 225 milhões no final de 2023.

Jardim das Perdizes: um projeto de R$ 5 bilhões que ganha novo fôlego com o BTG Pactual

O Jardim das Perdizes é um bairro planejado com um VGV superior a R$ 5 bilhões, considerado um dos principais projetos da Tecnisa e peça central para a retomada operacional da companhia. A entrada do BTG como controlador traz um parceiro com **maior capacidade financeira e apetite de capital**, fundamental para impulsionar os próximos lançamentos e garantir a execução do projeto.

Anteriormente, a Tecnisa tentou outras estratégias para monetizar sua participação, como a venda de terrenos para a Cyrela no ano passado, que não se concretizou. A solução agora encontrada, com a entrada de um novo controlador na SPE, permite à incorporadora **aliviar a pressão financeira** e focar em seu desenvolvimento sustentável.

Aprovação regulatória e perspectivas futuras para o projeto imobiliário

A operação de aquisição de controle do Jardim das Perdizes pelo BTG Pactual foi submetida ao Cade e, segundo as partes, **não deve enfrentar obstáculos regulatórios relevantes**. A análise concorrencial indica que a sobreposição de ativos imobiliários entre o BTG e o projeto é pequena, e o banco não possui empreendimentos residenciais no distrito da Barra Funda.

Com a aprovação regulatória esperada, o BTG Pactual assume o comando de um projeto com grande potencial, enquanto a Tecnisa se beneficia da liquidez e da redução de riscos. O mercado imobiliário aguarda os próximos passos dessa parceria, que promete moldar o futuro de um dos empreendimentos mais significativos de São Paulo.