Grupo Mateus enfrenta ‘dores do crescimento’ e integração complexa do Novo Atacarejo afeta resultados, derrubando ações no mercado.
O Grupo Mateus, maior varejista do Nordeste, divulgou resultados do quarto trimestre de 2025 que frustraram analistas e investidores. Apesar de um aumento na receita líquida, impulsionado principalmente pela incorporação do Novo Atacarejo, a operação mostrou perda de fôlego, margens mais apertadas e desafios na integração do negócio adquirido.
A performance abaixo do esperado levou a uma queda de 14,43% no valor das ações da companhia no fechamento da quinta-feira (19). O mercado reagiu à percepção de que o grupo lida com um cenário macroeconômico desafiador, consumo enfraquecido e dificuldades internas para absorver o crescimento acelerado dos últimos anos.
Esses desafios, detalhados em relatórios de casas como BTG Pactual e Itaú BBA, indicam que o Grupo Mateus precisa agora focar em eficiência operacional e gestão de custos para superar as chamadas ‘dores do crescimento’, conforme divulgado em teleconferência de resultados.
Receita cresce, mas motor orgânico perde força com vendas ‘mesmas lojas’ em queda.
A receita líquida do Grupo Mateus atingiu R$ 10,5 bilhões no quarto trimestre de 2025, um avanço de 20,9% comparado ao mesmo período de 2024. Contudo, esse crescimento foi majoritariamente impulsionado pela consolidação do Novo Atacarejo, cuja combinação de negócios foi concluída em julho. A operação orgânica, por outro lado, mostrou sinais de desaceleração.
O BTG Pactual destacou que a consolidação do Novo Atacarejo
