Imposto de Renda 2026: Receita Federal Aumenta Fiscalização em Despesas Médicas com ‘Pente Fino’ Digital

Imposto de Renda 2026: Declare suas Despesas Médicas com Segurança e Evite Problemas com a Receita Federal

A Receita Federal intensificou a fiscalização sobre as despesas médicas declaradas no Imposto de Renda. Com o uso de tecnologia e cruzamento automático de dados, inconsistências nas informações podem levar sua declaração para a malha fina. É fundamental estar atento às novas regras e garantir que todos os gastos sejam devidamente comprovados e informados corretamente.

A partir de agora, a Receita Federal conta com um sistema mais robusto para verificar a veracidade das despesas médicas. O Receita Saúde, programa que emite recibos digitais por profissionais de saúde autônomos, e a Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (DMED), enviada por clínicas e hospitais, alimentam diretamente as informações que o Fisco utiliza para comparar com o que você declara.

Declarar despesas médicas pode ser um grande benefício para quem opta pelo modelo completo de tributação, pois esses gastos podem ser deduzidos integralmente da base de cálculo do imposto. No entanto, a precisão na informação é crucial para evitar dores de cabeça com o leão. Conforme informações divulgadas, o cruzamento automático de dados aumenta significativamente o risco de sua declaração ser retida se houver divergências.

Como Declarar Despesas Médicas Corretamente no Imposto de Renda

Para informar seus gastos com saúde, acesse a ficha Pagamentos Efetuados no programa do Imposto de Renda ou no serviço Meu Imposto de Renda. Ao clicar em Novo, selecione o código correspondente à despesa, como o código 10 para médicos no Brasil. É preciso indicar se o pagamento foi feito pelo titular ou por um dependente, e informar o CPF ou CNPJ do prestador de serviço e o valor pago. Para profissionais autônomos, mesmo que o recibo não seja emitido pelo Receita Saúde, o CPF do profissional e o valor total pago devem ser informados.

O Que Pode Ser Deduzido e o Que Fica de Fora

A legislação permite a dedução integral de diversos gastos com saúde, como consultas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, internações, cirurgias, exames laboratoriais e radiológicos, mensalidades e coparticipação de planos de saúde, próteses ortopédicas e dentárias, despesas com parto e até cirurgias plásticas realizadas em ambiente hospitalar. Tratamentos no exterior também podem ser deduzidos, desde que convertidos para reais.

É importante saber que alguns gastos não são dedutíveis e podem levar sua declaração para a malha fina. Medicamentos comprados em farmácia, por exemplo, só são aceitos se estiverem incluídos na conta hospitalar. Óculos, lentes de contato, aparelhos auditivos, despesas com academia ou atividades físicas, vacinas compradas em farmácias e serviços de cuidadores ou enfermagem domiciliar, quando não integram a fatura hospitalar, também não podem ser deduzidos.

A Importância de Guardar Comprovantes por Cinco Anos

A Receita Federal pode solicitar a comprovação das despesas médicas por até cinco anos após a entrega da declaração. Por isso, é essencial guardar notas fiscais e recibos com o CPF ou CNPJ do prestador, comprovantes de pagamento como extratos bancários, faturas de cartão ou comprovantes de Pix, e relatórios de reembolso de planos de saúde. Com o aumento da fiscalização e o cruzamento de dados, ter toda a documentação em ordem é o melhor caminho para evitar problemas.

Modelo Completo vs. Simplificado: Qual Escolher?

Ao optar pelo modelo completo de declaração, você pode deduzir despesas médicas e outras despesas dedutíveis. Já o modelo simplificado aplica um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis, limitado a um valor fixo, substituindo todas as deduções legais. O próprio programa da Receita Federal permite simular ambos os modelos antes do envio, ajudando você a escolher a opção que resulta em menor imposto a pagar ou maior restituição.