Votorantim fecha o ano com caixa robusto de R$ 7,7 bilhões e sem dívidas, marcando um momento histórico para o grupo. O desempenho robusto foi impulsionado por resultados expressivos em seus principais negócios, cimento e metais, além de uma gestão de portfólio estratégica.
O ano de 2025 foi particularmente positivo para a Votorantim, que encerrou o período com uma posição de caixa sem precedentes de R$ 7,7 bilhões e **zero dívida líquida**. Este feito financeiro demonstra a solidez e a eficiência da gestão do grupo, que conseguiu otimizar suas operações e finanças.
A receita consolidada da holding atingiu a marca de R$ 47,6 bilhões, um crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Paralelamente, o resultado operacional, conhecido como Ebitda, avançou 10%, totalizando R$ 11,5 bilhões. Esses números refletem um cenário favorável para os setores de cimento e metais, pilares do negócio da Votorantim.
O montante em caixa é ainda maior se considerarmos as empresas controladas, que somam R$ 15 bilhões. A expectativa é de que essa liquidez cresça ainda mais, com a entrada prevista de R$ 4,7 bilhões provenientes da venda da CBA para Chinalco e Rio Tinto, transação já aprovada pelo Cade.
Desempenho Recorde em Negócios Chave
A **Votorantim Cimentos** foi um dos grandes destaques, registrando uma receita de R$ 29,4 bilhões e um crescimento de 11%. A **Nexa**, empresa focada na mineração de zinco, apresentou um Ebitda recorde, beneficiada pela valorização dos metais no mercado internacional. Esses resultados superaram as expectativas e reforçam a força desses segmentos.
Portfólio Diversificado e Estratégico
O portfólio da Votorantim vai além de cimento e metais, englobando empresas de diversos setores. A receita agregada de todas as companhias em que a Votorantim detém participação de referência alcançou R$ 104 bilhões, com um Ebitda de R$ 31 bilhões. O **Banco BV** bateu seu recorde de lucro pelo segundo ano consecutivo, chegando a R$ 1,9 bilhão.
A **Auren**, após a integração da AES Brasil, consolidou-se como a terceira maior geradora de energia renovável do país, com um Ebitda recorde de R$ 4 bilhões. A **Motiva** (antiga CCR) também registrou seu melhor resultado operacional, com Ebitda de R$ 9,5 bilhões. Esses números evidenciam a diversificação e a resiliência do grupo.
Gestão de Portfólio e Disciplina Financeira
Além dos resultados operacionais, 2025 foi um ano de movimentações estratégicas no portfólio. A Votorantim aumentou sua participação na **Hypera** para 11% e liderou um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão. Na **Citrosuco**, o grupo trouxe o fundo de pensão canadense PSP Investments como sócio. Na Motiva, a empresa arrematou a concessão da Rodovia Fernão Dias e anunciou a venda da plataforma de aeroportos por R$ 11,5 bilhões.
A disciplina financeira foi um ponto chave, com empresas do grupo alongando o perfil de suas dívidas e refinanciando passivos. A **Auren** e a **Nexa** foram exemplos desse movimento. Essa estratégia, aliada a uma alavancagem consolidada em um, permite a manutenção dos planos de investimento em andamento.
A solidez financeira da Votorantim foi reconhecida pelas agências de classificação de risco, com **Moody’s, S&P e Fitch** reafirmando o grau de investimento da companhia com perspectiva estável. A Votorantim se destaca como a única empresa brasileira não listada com investment grade pelas três maiores agências globais, um testemunho de sua robustez.
