Adeus, Influenciadores Digitais! Conheça os ‘Influentes Alternativos’ que Estão Redefinindo o Marketing de Conteúdo

O Fim da Era do Alcance Massivo: Surge o Influente Alternativo

Esqueça os influenciadores digitais que dominam as redes sociais com milhões de seguidores. Uma nova onda de profissionais, batizados de ‘influentes alternativos’, está ganhando força. Eles se destacam pela profundidade de seu conhecimento e pela qualidade de seu conteúdo, mesmo com um público online menor.

Esses indivíduos, que atuam em nichos específicos como moda sustentável, tecnologia, nutrição e cultura, não se encaixam nos moldes tradicionais de agências de publicidade ou de criadores de conteúdo focados em viralização. Eles representam um ‘bom gosto’ e uma autenticidade que se tornam cada vez mais valiosos na era da inteligência artificial.

A Figures, uma nova empresa de representação para pensadores públicos e formadores de opinião, surge para atender a essa demanda. A empresa busca valorizar a originalidade e as ideias difíceis de serem replicadas por IAs, focando no desenvolvimento de propriedade intelectual de seus clientes, conforme explicado pelas cofundadoras Jacqueline Kavanagh e Leila McGlew. A informação foi divulgada pela Figures.

O Que Define um Influente Alternativo?

Diferente das celebridades e grandes criadores de conteúdo, os influentes alternativos possuem um alcance online relativamente modesto. No entanto, a influência que exercem em seus respectivos campos é significativa. Exemplos incluem Jaime Perlman, editora da revista de moda sustentável More or Less, Sari Azout, fundadora do aplicativo Sublime, a nutricionista Kat Chan, e Lucy Kumara Moore, fundadora do The Sensual World.

Esses profissionais muitas vezes não se consideram influenciadores. Mindy Seu, artista e acadêmica por trás do Cyberfeminism Index, por exemplo, afirma que distribui seu trabalho online, mas não cria conteúdo especificamente para redes sociais. Ela ressalta a importância de ter alguém para negociar cachês e parcerias eticamente, algo que a Figures oferece.

Marcas Buscam Profundidade, Não Apenas Alcance

Empresas como a fintech Mercury, que atende startups, estão diversificando seus investimentos em marketing. Embora destinem parte do orçamento a mídias tradicionais, cerca de 20% é direcionado a parcerias com indivíduos que possuem audiências engajadas em podcasts, canais no YouTube e newsletters no Substack. A diretora de marca da Mercury, Heather MacKinnon, enfatiza que o foco é estar na ‘sala que tem as pessoas certas’, em vez de buscar o maior público possível.

O cenário de marketing de influenciadores tem se tornado saturado, com muitas pessoas promovendo produtos de forma padronizada. Plataformas como ShopMy e LTK organizam verdadeiros exércitos de microinfluenciadores para marcas. A Old Navy, por exemplo, aumentou seu portfólio de criadores para 15 mil no último trimestre, e a Dove, da Unilever, pretende expandir sua atuação com dezenas de milhares de influenciadores.

O Futuro é Nichado e Autêntico

Max Stein, fundador da agência de talentos Brigade, que representa profissionais criativos como o podcaster Chris Black e escritores do Substack, aponta que, embora o alcance massivo ainda seja necessário em alguns casos, mergulhar profundamente em uma comunidade é uma estratégia cada vez mais buscada por marcas. A Brigade representa talentos que vão além dos influenciadores tradicionais, incluindo dançarinos e escritores.

A Figures planeja auxiliar seus clientes no desenvolvimento de projetos como debates, workshops, livros e residências criativas. A estratégia é promover os projetos criativos, destacando a originalidade e a capacidade de gerar novas ideias, atributos que se tornam um diferencial crucial em um mercado cada vez mais dominado pela inteligência artificial.