Irã fora da Copa do Mundo 2026? Saiba o que pode acontecer com chaveamento da fase de grupos do mundial

Entenda o futuro do Irã na Copa do Mundo 2026 e as possíveis consequências para o sorteio da fase de grupos.

O cenário para a Copa do Mundo de 2026 pode sofrer uma reviravolta significativa com as recentes declarações vindas do Irã. O ministro do Esporte iraniano, Ahmad Donyamali, afirmou nesta quarta-feira (11) que o país abrirá mão de sua participação no torneio, alegando a guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.

Segundo Donyamali, “em hipótese alguma” o país competirá no evento sediado em conjunto pelos Estados Unidos, México e Canadá. A decisão, segundo ele, está atrelada ao que chamou de “regime corrupto dos Estados Unidos”, que teria “assassinado nosso líder”.

O Irã estava escalado para competir no Grupo G da Copa do Mundo de 2026, com todas as suas partidas da fase inicial programadas para ocorrer nos Estados Unidos, sendo duas em Los Angeles e uma em Seattle. Contudo, a FIFA ainda não recebeu comunicação oficial da Federação Iraniana de Futebol sobre uma eventual desistência, o que mantém a situação em aberto.

O que acontece se o Irã desistir da Copa do Mundo?

Caso a desistência do Irã seja confirmada oficialmente, a responsabilidade de decidir sobre a substituição da vaga caberá à FIFA, por meio de sua comissão organizadora. O regulamento da entidade máxima do futebol não especifica um critério claro para preencher vagas em casos de desistência voluntária ou por força maior.

Uma das possibilidades apontadas é que a vaga no Grupo G seja destinada a outra seleção da Confederação Asiática de Futebol (AFC). Nesse contexto, os Emirados Árabes Unidos e o Iraque surgem como potenciais candidatas a herdar a posição.

Os Emirados Árabes Unidos são considerados um “sucessor natural” por terem ficado logo atrás do Irã na classificação geral da Copa da Ásia, o que os posiciona como uma opção lógica para preencher a vaga. Eles demonstraram um bom desempenho nas eliminatórias asiáticas.

Já o Iraque, que está classificado para a repescagem internacional e enfrentará o vencedor do confronto entre Bolívia e Suriname em 1º de abril, também é visto como um possível “herdeiro” da vaga. Sua participação na repescagem demonstra sua competitividade.

Possibilidade de vaga não ser preenchida

A FIFA também pode optar por não preencher a vaga deixada pelo Irã, caso a desistência se concretize. No entanto, essa alternativa é considerada pouco provável pela comunidade esportiva. Deixar um grupo com apenas três seleções participantes alteraria significativamente a dinâmica do torneio.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, em comunicado divulgado no X, já havia afirmado que o Irã é bem-vindo para participar da competição, mesmo diante do conflito. “Durante conversas, o presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou que a seleção iraniana é bem-vinda para competir nos Estados Unidos”, declarou Infantino, indicando um desejo de manutenção da participação iraniana.