Petrobras fatura R$ 3 bilhões com revisão milionária em Tupi, o segundo maior campo de petróleo do Brasil

Petrobras recebe R$ 3 bilhões após redeterminação em campo gigante de petróleo

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (2) um marco financeiro significativo com a conclusão das liquidações referentes à primeira redeterminação da jazida compartilhada de Tupi. Este campo, localizado na Bacia de Santos, é atualmente o segundo maior produtor de petróleo do Brasil, um ativo de extrema importância para a economia nacional.

A revisão do acordo que define a participação de cada empresa na produção de Tupi resultou em um aumento da fatia da Petrobras, que agora detém 67,457% do campo, um acréscimo em relação aos 67,216% anteriores. Essa mudança tem efeitos retroativos a 1º de dezembro de 2025, consolidando a posição da estatal.

O impacto financeiro para a Petrobras é substancial, com o recebimento de aproximadamente R$ 3 bilhões das empresas privadas que compõem o consórcio. Além disso, a estatal realizou um pagamento de cerca de R$ 600 milhões à União, representada pela PPSA (Pré-Sal Petróleo), conforme as novas regras estabelecidas. As informações foram divulgadas pela Petrobras.

Redistribuição de cotas e compensações financeiras

O processo de redeterminação envolveu a redefinição das participações entre os parceiros do campo de Tupi. Com a nova configuração, a Shell teve sua participação reduzida de 23,024% para 22,650%. Similarmente, a Petrogal Brasil viu sua fatia diminuir de 9,209% para 9,060%.

Em contrapartida, a participação da União na jazida compartilhada de Tupi aumentou, passando de 0,551% para 0,833%. Essa redistribuição foi formalizada através da aprovação do quarto termo aditivo ao acordo de individualização da produção, que estabelece as novas proporções entre os envolvidos.

Entenda o campo de Tupi e seus acordos

A jazida compartilhada de Tupi é composta por diferentes áreas, abrangendo o campo de Tupi (BM-S-11), operado pela Petrobras em parceria com Shell e Petrogal, e o campo Sul de Tupi, que opera sob o regime de cessão onerosa e é integralmente operado pela Petrobras. Inclui também uma área não contratada pertencente à União.

É importante notar que o acordo de individualização da produção não abrange a jazida de Iracema, a qual mantém sua estrutura societária inalterada. A compensação financeira entre os parceiros leva em conta as despesas e receitas associadas aos volumes produzidos até a data de efetividade do novo acordo, conforme previsto no Acordo de Equalização de Gastos e Volumes (AEGV).

Petrobras fortalece sua posição no pré-sal

A operação financeira de R$ 3 bilhões reforça a saúde financeira da Petrobras e sua capacidade de gerenciar ativos estratégicos no pré-sal. A redeterminação em Tupi demonstra a dinâmica de ajustes e otimizações que ocorrem em grandes projetos de exploração e produção de petróleo.

Os valores financeiros decorrentes dessa redeterminação já haviam sido reconhecidos no balanço da Petrobras referente ao quarto trimestre de 2025, evidenciando a transparência e a organização da companhia em suas divulgações financeiras. A conclusão das liquidações reafirma o compromisso com a eficiência operacional e a gestão de seus ativos.