Trump dá ultimato de 48 horas ao Irã: “O inferno desabará sobre eles” antes de potencial ataque a instalações de energia

Trump intensifica pressão sobre o Irã com prazo de 48 horas e ameaça de ataque a infraestrutura energética

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom em relação ao Irã, declarando que o tempo está se esgotando para um acordo de paz. Em uma postagem nas redes sociais no último sábado (4), Trump afirmou que restam apenas 48 horas para que o Irã cumpra suas exigências, caso contrário, o país enfrentará “o inferno”.

Essa declaração marca um endurecimento significativo na postura de Trump, que havia estendido um prazo inicial de cinco dias para negociações. A escalada de ataques de ambos os lados, incluindo o abate de dois aviões militares americanos pelo Irã, intensificou a crise e as tensões na região.

As ameaças de Trump incluem o bombardeio da infraestrutura energética civil do Irã caso o país não aceite seus termos e não reabra o Estreito de Ormuz ao tráfego de embarcações. Tais ataques, segundo o direito internacional, poderiam configurar crimes de guerra e impactar ainda mais os preços globais do petróleo.

Escalada de ataques e operações de busca e resgate

Enquanto os Estados Unidos realizavam operações de busca e resgate por um tripulante de um caça F-15E abatido pelo Irã na sexta-feira (3), Teerã continuava a realizar ataques contra estados árabes do Golfo e Israel. Um segundo avião de combate americano também teria caído no Golfo Pérsico no mesmo dia, representando um golpe para Washington.

Trump se recusou a comentar as operações de busca e resgate, mas afirmou que os eventos não afetariam as negociações de paz. No entanto, o Irã relatou ataques americano-israelenses em plantas petroquímicas e na usina nuclear de Bushehr, que resultaram em uma morte e na evacuação de uma área industrial.

Irã responde com mísseis e drones, aumentando a instabilidade regional

Em resposta, o Irã continuou a lançar mísseis e drones por grande parte do Oriente Médio. Autoridades de Dubai relataram destroços de uma interceptação aérea atingindo edifícios, enquanto ataques de mísseis iranianos causaram danos em Tel Aviv e cidades vizinhas em Israel.

A queda dos aviões americanos ocorreu apesar de Trump ter declarado anteriormente que o Irã não possuía mais equipamentos antiaéreos. Este incidente marca a primeira perda de combate conhecida de um avião americano ou israelense desde o início dos ataques em 28 de fevereiro.

Impacto na infraestrutura energética e nos mercados globais

A instabilidade na região já afeta a infraestrutura energética. A maior instalação de processamento de gás natural dos Emirados Árabes Unidos, em Habshan, suspendeu suas operações após um incêndio causado por destroços de um projétil. No Kuwait, um ataque de drone incendiou uma refinaria de petróleo capaz de processar quase 350 mil barris de petróleo bruto por dia.

Esses ataques à infraestrutura energética estratégica aumentam a preocupação com a segurança do fornecimento de petróleo e podem levar a um aumento ainda maior nos preços globais de energia, já em alta devido ao conflito em andamento.